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domingo, 29 de julho de 2007

Os dias de Setembro



Os dias em Setembro têm uma cor e uma luz diferente, são dias!


Daqueles dias em que com a chuva “murracinha” apetece ir à pesca e ficar molhado, mesmo sem trazer de volta o que foi motivo para uma manhã bem passada.


As manhãs de Setembro são manhãs! Valem a pena! São frescas, mas por vezes trazem-nos o calor morno do fim do Verão e as tardes onde se vê o Sol como que a despedir-se num até para o ano que se renova todos os dias.


É bom sentir o cheiro da terra molhada, o cheiro das ervas que eram secas e agora ficaram tombadas com a humidade das manhãs de Setembro.


No outro lado do ano, quando as manhãs são parecidas, aparecem os caracóis, agora, com as primeiras chuvas, eles voltam a aparecer como que enganados pela Natureza.


Dizia-me um amigo, que agora não se podem comer, estão grávidos.


As sensações que colhemos em manhãs assim, só nos podem trazer óptimas, excelentes, emoções. Emoções que um campesino, desenraizado na cidade grande, necessita para se reciclar, e não tem engenho nem arte para as transmitir. Se calhar elas, as emoções e as sensações, também não se querem revelar, escondendo-se, não se deixando traduzir por escrito de modo a ficarem guardadas para que apanhar desprevenidos os que estiverem de coração aberto e se quiserem deixar surpreender e seduzir.


Texto de Rui Loução

domingo, 6 de maio de 2007

Emoções animais



Os animais choram. Pelo menos, vocalizam a dor ou tristeza, e em muitos casos parecem até pedir ajuda. Muitas pessoas acreditam assim que os animais podem estar infelizes e que experienciam sentimentos primários tais como felicidade, raiva ou medo. o comum leigo acredita facilmente que o seu cão, gato, papagaio ou cavalo tem sentimentos.

Masson,J.,McCarthy, S., Quando os elefantes choram, Sinais de Fogo



Emoções humanas



A emoção e os sentimentos constituem a base daquilo que os seres humanos têm descrito desde há milénios como alma ou espírito humano.(...)

É bem sabido que, sob certas circunstâncias, as emoções perturbam o raciocínio. As provas disso são abundantes e estão na origem dos bons conselhos com que temos sido educados. Mantém a cabeça fria, mantém as emoções ao largo! Não deixes que as paixões interfiram no bom juízo. Em resultado disso, concebemos habitualmente as emoções como uma faculdade mental supranumerária, um parceiro do nosso pensamento racional que é dispensável e imposto pela natureza. Se a emoção é aprazível, fruímo-la como um luxo; se é dolorosa, sofremo-la como um intruso indesejado. Em qualquer dos casos, o conselho dos sábios será o de que devemos experenciar as emoções e os sentimentos apenas em quantidades adequadas. Devemos ser razoáveis.

Damásio, António, O Erro de Descartes, Publicações Europa-América